sábado, 17 de abril de 2010



“Aluguéis subiram 6,7% nos últimos 12 meses”

Alta nos preços dos imóveis e maior demanda fizeram com que valores cobrados em Curitiba subissem mais do que a inflação

O preço dos aluguéis em Curitiba está subindo mais do que qualquer índice de preços. Nos últimos 12 meses, o valor médio dos imóveis ofertados aumentou 6,7% no segmento residencial e 11,1% no comercial. No mesmo período o IGP-M, índice mais usado para reajustar os contratos imobiliários, subiu apenas 1,9%.

Isso significa que o valor cobrado em novos aluguéis residenciais subiu em um ritmo 3,5 vezes mais rápido do que o IGP-M, enquanto no segmento comercial a aceleração foi 5,8 vezes maior. Os aumentos também estão mais elevados do que o IPCA, índice usado para medir a inflação oficial do país, que ficou em 5,2% no mesmo período.

Somente em março, o aumento médio dos aluguéis residenciais foi de 1%, puxado pelas quitinetes (6,8%). Nos comerciais, as lojas (5,1%) influenciaram fortemente na alta de 3,2%. O preço médio de aluguel por metro quadrado residencial em Curitiba fechou o mês em R$ 10,37, sendo que quitinetes (R$ 14,18) e apartamentos de um dormitório (R$ 12,68) têm preços médios mais elevados do que casas de quatro dormitórios (R$ 11,65) e sobrados (R$ 9,63).


Como o aluguel é uma espécie de remuneração pelo uso do imóvel, profissionais do mercado apontam que existe uma correlação direta entre a forte valorização pela qual passa o mercado imobiliário e os preços de locação. O mercado de novos tem crescido entre 15% e 20% por ano, segundo dados do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR). Já os usados viram o preço do metro quadrado aumentar em média 23% ao ano entre 2005 e 2009, segundo levantamento do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), vinculado ao Secovi.


Demanda
O outro fator que pressiona diretamente os preços do aluguel é a relação entre oferta e demanda. Os períodos de maior procura por imóveis, e consequentemente de maior pressão nos preços, são de janeiro a março, e julho. Este movimento é gerado principalmente em função do calendário letivo das escolas e faculdades.
Em 2010, porém, março foi um mês atípico, de acordo com o diretor do Secovi Roberto Gonzaga. “Março ainda é um mês bom, mas que normalmente já dá sinais de queda. Neste ano isso não aconteceu, toda a nossa base de associados sentiu continuidade da procura por locação. Os diretores das imobiliárias estão com um sorriso largo porque o mercado está aquecido mesmo fora de época”, diz.

A quantidade de imóveis disponíveis para locação também encolheu cerca de 18% nos últimos anos, segundo o diretor. “Hoje a oferta está em 6,5 mil, dos quais 4 mil são residenciais. Há cinco anos havia mais de 8 mil imóveis disponíveis. Como a oferta era bem maior, havia mais concorrência por preço. Hoje a situação é bastante diferente”, diz.

De acordo com ele, em fevereiro o quadro de procura foi bastante perceptível. “Quem encontrou um imóvel do jeito que queria em fevereiro deu muita sorte, porque não tinha muita escolha. O estudante que queria alguma casa já mobiliada teve que procurar muito, porque não tinha disponível.”

O coordenador de locação da Apolar Imóveis, Rafael Casa grande, associa o mercado atual a uma recuperação da retração ocorrida 2009. “O ano passado foi melhor para as vendas, houve toda a liberação de crédito e incentivos para a compra da casa própria. Isso fez cair a procura por locação, e os preço por consequência. O atual movimento de alta nos aluguéis é uma espécie de retomada do mercado”, avalia. De acordo com ele, a carteira da empresa está entre 10% e 15% superior à do mesmo período do ano passado.

Em médio prazo, o aquecimento da construção civil deve ajudar a equilibrar os preços de locação, segundo a avaliação de Sidney Axelrud, presidente da Redeimóveis, associação de 12 grandes imobiliárias da capital. No entanto, no segmento comercial o processo de alta tende a continuar, em função da menor oferta. “A construção civil se voltou de forma muito forte para o segmento residencial, e a carência está se evidenciando nos imóveis comerciais. Como a legislação dos dois segmentos hoje é equivalente, o investidor do mercado imobiliário está preferindo o lado comercial, que é mais lucrativo”, diz.

http://www.gazetadopovo.com.br/economia/conteudo.phtml?tl=1&id=993721&tit=Alugueis-subiram-67-nos-ultimos-12-meses





quinta-feira, 8 de abril de 2010


segunda-feira, 5 de abril de 2010

Brasil busca investidores do mercado imobiliário em Cannes

Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016 são atrativos apresentados na França

Começa hoje em Cannes, na França, o Mipim 2010 – a maior feira mundial de investidores do mercado imobiliário. Durante três dias (16 a 19.03.2010) no Palais des Festivals de Cannes haverá intensas reuniões, conferências e disputas acirradas entre países e cidades para mostrar aos maiores investidores mundiais, bancos, companhias mais importantes e influentes, os melhores projetos, dignos de receber aportes de investimentos milionários. Mipim é a feira anual que modela o futuro do mercado imobiliário, o centro onde os investidores escolhem projetos de interesse.A participação do Brasil está sendo organizada pela Conceito Brazil, empresa nacional especializada em promoção de exportadores.

O Brasil se apresenta no Mipim 2010 disposto a vender ao mundo seus maiores projetos dos próximos anos: a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O secretário executivo do Ministério do Turismo, Mario Moyses, comandará o painel apresentando o potencial do país para receber recursos de construção de hotelaria e turismo, com o tema: “Opportunities for investors in the host country of the 2014 World Soccer Cup and 2016 Olympic Games”. A Embratur terá estande para apresentar as principais cidades brasileiras e oportunidades para os próximos anos. “Trata-se do maior evento mundial para investidores do mercado imobiliário. Atrai empreendedores, construtores, pessoal do mercado financeiro, dos bancos e bolsas. A participação brasileira é fundamental para alavancar recursos para novos projetos imobiliários”, destaca Tatiana Rodrigues, diretora da Conceito Brazil.


A Prefeitura de São Paulo terá um show room com os maiores atrativos da maior cidade da América do Sul para capturar o interesse dos investidores. Somente para o campeonato mundial de futebol serão necessários R$ 40 bilhões em investimentos para São Paulo em projetos de infra-estrutura e reformas urbanas. Apresenta, também, o projeto Nova Luz, bairro a ser revitalizado no centro da cidade. Alfredo Cotait Neto, Secretário de Relações Internacionais da Prefeitura de São Paulo, fará parte do painel sobre as oportunidades de investimentos no país, destacando a maior metropole brasileira.

No que se refere a projetos sociais brasileiros o case será “Minha Casa, Minha Vida”, de habitação popular voltada à baixa renda do governo federal. “A necessidade de expansão da moradia de caráter social ao redor do mundo. Oportunidade de investimentos?” é o painel a ser apresentado pela presidente da CEF – Caixa Econômica Federal, Maria Fernanda Ramos Coelho. Ela participa de um debate da UnHabitat (órgão da ONU voltado à habitação).

Além do Brasil outras autoridades de diversas capitais do mundo estarão no evento: o prefeito de Londres, Boris Johnson, o prefeito de Estocolmo, na Suécia, Sten Nordin, e as principais autoridades da Polônia que apresentam projetos de investimentos em construção. O edifício inteligente, construções do futuro, meio ambiente, sustentabilidade, desafios para as construções verdes são alguns dos temas a serem debatidos.

Também comparecem ao Mipim, conselheiros imobiliários, avaliadores, companhias de gestão de imóveis, arquitetos – designers, advogados, companhias de construção, usuários finais, corporações de desenvolvimento, autoridades locais. Em 2009 eles somaram quase 4 mil investidores de todas as partes do mundo, além de 18 mil profissionais de real state. Companhias multinacionais de empreendimentos da construção civil como Cushman & Wakefield, CBRE, Jones Lang LaSalle, ING Real Estate, Atis Real, Pirelli, Palladium, REDS, Triganit foram algumas das empresas de destaque.


http://www.portalvgv.com.br/site/brasil-busca-investidores-do-mercado-imobiliario-em-cannes/

“Investir em imóveis vem se tornando uma opção mais segura, pela alta rentabilidade, em comparação a aplicações financeiras tradicionais”


De acordo com o vice-presidente do Secovi Rio, Leonardo Schneider, vários fatores contribuem para o cenário positivo no mercado imobiliário, o que vem atraindo número crescente de investidores. “Investir em imóveis vem se tornando uma opção mais segura, pela alta rentabilidade, em comparação a aplicações financeiras tradicionais”, diz.

Além disso, a sanção da Lei nº 12.112/2009, que alterou pontos importantes da Lei do Inquilinato, trouxe aperfeiçoamentos positivos nas relações locatícias, corrigindo as principais distorções da legislação, dando maior garantia, acelerando a dinâmica das ações de despejo – em especial, aquelas por falta de pagamento – e acessórios da locação.

Com isso, grande parte dos cerca de 3 milhões de imóveis que se encontram hoje fechados no Brasil, por insegurança jurídica ou negocial, deverão retornar ao mercado, impulsionando novos investimentos e atraindo investidores para o setor.
Presidente anuncia “ano extraordinário” em 2010


O futuro do mercado imobiliário brasileiro e de outros setores está refletindo otimismo, de acordo com o presidente, Luis Inácio Lula da Silva comentou sobre as novas medidas econômicas governamentais, e que 2010 será um “ano extraordinário” para o país.

“A economia já está crescendo de uma forma mais razoável e o que fizemos foi anunciar medidas de forma a garantir que a economia crescerá fortemente em 2010″, acrescentou.

Durante um programa de rádio semanal, o Café com o Presidente, ele afirmou que a redução de tarifárias para alguns setores é utilizada para incentivar os proprietários brasileiros a continuar comprando, bem como aumentar a produção.



O presidente Lula também disse que ele está incentivando mais investimentos para assegurar que as empresas mantenham a contratação de mais funcionários e criando novas oportunidades de emprego.

No mês passado, Alexander Wasastjerna, diretor da PropertyBrazil.com, disse em uma entrevista, para uma agência de notícias americana, que o país também tem muitas oportunidades de imóveis, com retornos de 10% nos próximos cinco anos.


http://www.gratisanuncios.com.br/Blog/presidente-anuncia-ano-extraordinario-em-2010/
Investimentos no Brasil aumentarão 15% em 2010

Investimentos no Brasil terão um aumento de 15% em 2010, superando os investimentos deste ano, segundo o ministro de finanças do país.

Guido Mantega fez uma previsão em uma reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, acrescentando que isto ajudaria a economia a “garantir um ciclo de crescimento futuro”.


O trabalho público, precisa ser realizado para assegurar que o país está pronto para sediar a Copa do Mundo em 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, garantirá sozinho 5% de aumento em investimentos no Brasil, disse Mantega.

O crescimento sustentável dos investimentos também será ajudado por projetos de construção de imóveis com preços mais acessíveis e a construção de uma ferroviária de alta velocidade entre Rio de Janeiro e São Paulo, explicou o ministro.

Analistas do Centro de Pesquisas de Economia e Negócios estimaram que a economia do Brasil irá superar o Reino Unido nos próximos anos, talvez em 2012.


http://www.gratisanuncios.com.br/Blog/investimentos-no-brasil-aumentarao-15-em-2010/
Confiança no mercado imobiliário brasileiro

A empresa americana Equity International demonstrou a sua confiança no mercado imobiliário brasileiro ao obter uma participação considerável em uma das principais empresas de finanças do país.

Equity International, uma empresa de investimento de capital privado, a qual se concentra em imóveis fora dos Estados Unidos, disse que adquiriu uma participação de 8,5% da empresa Brazilian Finance & Real Estate (BFRE).

A empresa de financiamento privado, com sede em São Paulo, também tem um negócio no lugar para aceitar outros 12,2% de oferta adicional pela Equity International.

Fundada em 1999 pelos bilionários americanos, Sam Zell e Garry Garrabrant, a empresa Equity International já conta com seis empresas que atuam no mercado imobiliário brasileiro.


A Brazilian Finance & Real Estate (BFRE) é uma companhia formada pelas empresas Brazilian Mortgages, BM Sua Casa, Brazilian Securities e Brazilian Capital, para fornecer uma ampla variedade de produtos e serviços aos consumidores.

Algumas previsões feitas para 2010 dizem que o mercado imobiliário brasileiro pode ser o ponto chave do ano.

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Mercado imobiliário com tudo a seu favor

Após os problemas recentes no mercado imobiliário em Dubai, investir no mercado imobiliário brasileiro é uma alternativa ideal, de acordo com um especialista.

Em um relatório elaborado pela empresa Shelter Offshore, consta que o Brasil é uma nação com tudo a seu favor para estrangeiros buscando o máximo de oportunidade.

Acrescentou-se que, do ponto de vista do estilo de vida, tem um cenário turístico emergente, o que significa a sua infra-estrutura irá melhorar e se tornará mais atraente.

“Há também uma ampla base de interesses estrangeiros no país, tornando mais fácil de se estabelecer, fazer amigos, se adaptar e se acomodar”, relatou a empresa.



No lado econômico das coisas, as grandes empresas como a Ford estão investindo no país para ajudar a lidar com a crescente demanda por seus produtos, enquanto a Volkswagen também está fazendo o mesmo percurso.

Isso tem acontecido por causa das vendas positivas da BMW, Audi e Mercedes no país, com seus carros de luxo.

A empresa Shelter Offshore, recomenda o Brasil pelas “belas praias, gente bonita, clima deslumbrante e um ambiente econômico com potencial impressionante”, juntamente com as suas oportunidades de investimento e grande estilo de vida.


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FGTS vai aplicar R$ 27,5 bilhões em 2010




No próximo ano, o FGTS deverá arrecadar quase R$ 73 bilhões. Na opinião do conselheiro Celso Petrucci, também economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), é preciso priorizar a aplicação desses recursos em desenvolvimento urbano e manter a saúde do Fundo, que sofreu forte impacto na década de 1990.

O Conselho Curador do FGTS aprovou na última semana o orçamento para o próximo ano. No total, serão aplicados R$ 27,5 bilhões, dos quais R$ 18 bilhões para habitação popular – inclusive no campo do programa Minha Casa, Minha Vida -, R$ 1 bilhão para Pró-Moradia (programa de intervenções em favelas e áreas de risco) e R$ 1 bilhão para o Pró-Cotista; R$ 4,6 bilhões para saneamento básico; R$ 1 bilhão para pró-transporte; e R$ 1,9 bilhão para a compra de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários). Além desse montante, para subsidiar famílias de três a seis salários mínimos serão destinados R$ 4 bilhões.



O Conselho Curador autorizou, também, a alocação de R$ 2 bilhões para investimentos em infraestrutura de transporte coletivo urbano. Estas aplicações ocorrerão por meio de cotas de FIDCs, CRIs e debêntures, operações já disponíveis para Habitação e Saneamento e que despontam como alternativa de investimentos para o Fundo. Também foi definida a reconstituição das contas vinculadas à Taxa Progressiva de Juros retroativa a Lei 5.598/1973, que poderá resolver em torno de 46 mil demandas judiciais contra o Fundo, além de atender prioritariamente titulares de contas vinculadas com mais de 65 ou até 70 anos de idade. O valor de R$ 700 milhões está provisionado desde 2001 em balanço.

“As determinações adotadas ressaltam a importância do FGTS no desenvolvimento urbano sustentado e acendem o sinal de alerta para as centenas de iniciativas que tramitam no Congresso Nacional e que pretendem, em última instância, liberalizar suas aplicações com recursos do Fundo”, lembra Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP e conselheiro do FGTS pela Confederação Nacional do Comércio (CNC).



De acordo com Petrucci, é preciso lembrar que o FGTS, na década de 1990, praticamente “quebrou” em virtude de desequilíbrios na sua administração. “O esforço do Conselho Curador em manter saudáveis as contas e priorizar as aplicações dos recursos dos trabalhadores em desenvolvimento urbano precisam ser reconhecidos pela sociedade, de quem solicitamos apoio constante”, conclui.

Arrecadação – O FGTS deverá arrecadar das empresas contribuintes no ano que vem quase R$ 73 bilhões, com previsão de saques acima de R$ 63 bilhões, com prevalência das rescisões contratuais (R$ 41 bilhões) e a utilização de saldos de contas para aquisição de moradia (R$ 9,5 bilhões).

A previsão de retorno de empréstimos é de R$ 17,3 bilhões, aí incluídos os destinados à habitação, à infraestrutra, ao saneamento básico e FAR – Fundo de Arrendamento Residencial.
Já as receitas financeiras originadas pela aplicação das disponibilidades do Fundo deverão atingir pouco menos de R$ 6 bilhões em razão da queda da Selic. Finalmente, o Fundo de Liquidez do FGTS em 31 de dezembro de 2010 deverá ser de R$ 15,6 bilhões.

http://www.portalvgv.com.br/site/fgts-vai-aplicar-r-275-bilhoes-em-2010/
Cenário para o mercado imobiliário em Curitiba é promissor.

O cenário para o mercado de imóveis em Curitiba é promissor. Os imóveis devem manter uma valorização média de 14% este ano e nos próximos; além disso, tanto para os econômicos como para os de alto padrão, o incremento no valor do metro quadrado é certo.

Cada região da cidade deve seguir um ritmo diferente de crescimento. Destaque para os bairros da região sul, como Portão, CIC, Sítio Cercado e Pinheirinho. E, no outro extremo, para os da região norte, como Santa Cândida e Barreirinha. Nestes, a concentração de imóveis econômicos é maior.



Mas o segmento de alto padrão também vem mostrando que a tendência é se desenvolver a passos largos. Destaque para as regiões do Ecoville e Cabral (incluindo nesta os bairros Alto da Glória e Juvevê).

O Ecoville é peculiar. Vem passando por intenso processo de valorização nos últimos anos. Para se ter uma ideia, o metro quadrado por lá passou do preço médio de R$ 1,4 mil em 2003 a R$ 2,3 mil no ano passado – uma valorização de 65% em seis anos, segundo dados da Ademi-PR.

A região do Cabral também é uma das mais promissoras da cidade para o setor. A valorização média dos imóveis nos últimos anos foi da ordem de 85%. De acordo com o engenheiro Hugo Peretti Neto, diretor geral da construtora Hugo Peretti, nessa área a velocidade de venda é uma das mais interessantes da cidade. “São bairros tradicionais e altamente atraentes aos compradores”, afirma. Os imóveis da construtora valorizaram acima da média da região – um incremento de 103% no valor dos apartamentos. Entre os motivos está a localização dos terrenos que a construtora mantém em seu landbank (ou banco de terrenos), estrategicamente posicionados.

O encarecimento dos terrenos nos últimos anos, aliás, é fator decisivo para a valorização dos imóveis. Eles ficaram cada vez mais escassos nos bairros mais nobres e, por isso, se tornaram caros nos últimos anos, acima de um patamar real de mercado. Os valores, porém, vêm se acomodando de 2008 para cá. “Mas isso não impede que algumas áreas ainda apresentem taxas consideráveis (de valorização), principalmente as que tiverem novidades mercadológicas, ou seja, lançamentos imobiliários“, ressalva Hugo Peretti.



Panorama Geral
O andamento do mercado imobiliário em Curitiba é reflexo do acontece no cenário macro. No Brasil, o segmento vai bem, obrigado. Ou melhor, continua indo bem, e tende a melhorar. Passou tranquilamente pela era pós-crise e, em 2009, viu instituições públicas e privadas investirem quantias vultosas na atividade imobiliária, principalmente por meio de financiamentos. Construtoras e incorporadoras também não param de injetar recursos em novos empreendimentos. E, embora as obras não cessem e a oferta de imóveis aumente, o segmento não perde valor de mercado.

Traduzindo para o cenário local, pode-se dizer que toda a cidade de Curitiba está bastante valorizada – embora a capital paranaense ainda conserve preços mais baixos que outras capitais com renda per capita semelhante, como Porto Alegre e Belo Horizonte. O presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, afirma que a média de valorização dos imóveis em Curitiba no ano passado, de 14%, deve ser seguida este ano.

De acordo com o analista de mercado Rodrigo Barros, atualmente 5% da população da capital está se deslocando para outras regiões – boa parte para bairros da região norte, principalmente Santa Cândida e Barreirinha, mas também para o Sítio Cercado, Pinheirinho, CIC e Portão, no outro extremo. “É uma cidade que tem dinâmica rara, resultado de planejamento urbano que, historicamente, foi sempre continuado. Tal fato, somado ao bom nível de equipamentos urbanos e paisagismo com bom volume de árvores, nos dá a dimensão do que poderá ocorrer nos próximos anos.”

Os imóveis econômicos devem ser os responsáveis por expandir as fronteiras do município, principalmente na região da Cidade Industrial; alguns novos pontos da cidade começam a despontar para o alto e médio padrão, como Mercês e Seminário. E o Centro e entorno deverão receber novos empreendimentos voltados para a vida prática, com menor área útil e mais atributos de lazer.


http://www.portalvgv.com.br/site/cenario-para-o-mercado-imobiliario-em-curitiba-e-promissor/
Especialistas comentam previsão de crescimento de 8,8% em 2010 para o mercado imobiliário

Expectativa para o ano que vem é que o Produto Interno Bruto (PIB) da construção civil chegue a 160,7 bilhões

De acordo com a pesquisa divulgada semana passada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), encomendada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo, a cadeia de construção composta pelo mercado imobiliário, obras públicas e pelo segmento privado de obras de ampliação de unidades comerciais e industriais, deverá ter um crescimento real de 8,8% em 2010.


Na área residencial, a meta é que o setor movimente mais de 202 bilhões de reais. Para Guilherme Benevides, presidente da Incorporadora Upcon, nos últimos seis meses houve uma arrancada das incorporadoras para compra de terrenos com o objetivo de lançar novos projetos em 2010. “Com a melhora da expectativa do impacto da crise no Brasil, e a oferta de crédito, o comprador ficou mais confiante em comprar a casa própria. Neste cenário, a expectativa é de um aumento substancial nas vendas para o próximo ano”, afirma Benevides.

Na área de imóveis industriais não será diferente. Segundo a pesquisa elaborada por Simone Santos, diretora corporativa da Herzog Imóveis Industriais e Comerciais, a previsão de entrega deste tipo de imóveis em 2010 aumentará 17,29% em relação a este ano, o que está bem acima da projeção do PIB, que teria um aumento de apenas 5%. “A valorização deste mercado está cada vez mais em ascensão, uma vez que a economia do país continuará aquecida para atender este tipo de demanda”, afirma.

http://www.portalvgv.com.br/site/especialistas-comentam-previsao-de-crescimento-de-88-em-2010-para-o-mercado-imobiliario/

sábado, 3 de abril de 2010



Entra em vigor Lei do Inquilinato; confira principais mudanças

Aprovada em dezembro de 2009, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei do Inquilinato entra em vigor nesta segunda-feira (25). Algumas das alterações beneficiam locadores e locatários. "A lei que rege o aluguel estava mesmo precisando de mudanças. Ela era muito antiga e deixava de fora situações importantes que foram surgindo na sociedade ao longo dos anos. Por exemplo, um casal em união estável, quando se separava, tinha muita dificuldade em saber definir como ficaria a situação do imóvel alugado. Sem falar que muitas vezes o fiador estava relacionado ao integrante que deixava o imóvel. Agora a lei contempla esses casais e esses fiadores", explica o diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP, Jacques Bushatsky.


Inquilinos x locadores - Para quem acredita que a nova lei beneficiará mais os proprietários do que os locadores, já que prevê - entre outras coisas - um despejo mais rápido para quem atrasa o aluguel, por exemplo, Bushatsky diz que não concorda com essa visão. "Ninguém será prejudicado. É bom lembrar que nenhum direito foi alterado. A nova lei apenas dá um basta em contratos que eram assinados, mas não eram cumpridos. Infelizmente, chegou um momento em que a pessoa se comprometia a pagar um aluguel, não pagava, e o proprietário não conseguia tirá-la do imóvel e amargava um prejuízo. Resumindo, a lei diz que você vai ter que cumprir o que prometeu. A mesma coisa cabe ao proprietário, que precisa manter o imóvel em ordem, respeitar os prazos de contrato, entre outras coisas", explica.

Benefícios - O advogado, porém, é categórico em afirmar que a lei será muito benéfica para os brasileiros que põem para alugar e alugam imóvel. "Para quem vai alugar, a lei traz grandes facilidades. Antes, conseguir um inquilino era um grande problema para quem queria alugar. Agora é possível firmar contrato sem a presença de um fiador. Isso facilita a vida de milhares de pessoas", garante.

E completa: "Já para quem tem um imóvel para alugar, a facilidade acontece porque essa nova lei traz garantias de que o proprietário não vai amargar prejuízos. Não há números estatísticos, mas no Brasil há muitos imóveis que poderiam ser alugados, mas que o dono prefere deixar fechado a alugar e enfrentar problemas, como destruição do patrimônio, não recebimento da renda com que contava, entre outros. Além do mais, se existir mais imóveis no mercado e menos medo de prejuízo por parte dos proprietários, há grande chances do aluguel ficar mais barato", finaliza. Confira abaixo algumas das principais mudanças na lei, relacionadas aos aluguéis residenciais:

•Em contratos firmados com assinatura do fiador, este poderá pedir o encerramento de seu compromisso, mas ainda responderá pela fiança por um prazo de 120 dias
•O locador poderá exigir a substituição do fiador que estiver em regime de recuperação judicial. O inquilino tem 30 dias para apresentar um substituto. Caso contrário, o contrato pode ser encerrado
•O contrato poderá ser firmado sem fiador, desde que haja a concordância do locador
•Durante a vigência do contrato, o dono do imóvel não poderá recusar a restituição do imóvel pelo inquilino. Mas quem aluga deverá pagar a multa estabelecida no contrato
•Em caso de contratos sem fiador, a retomada do imóvel já poderá ser pedida a partir do atraso de um aluguel
•Neste caso, a ação de despejo será suspensa se, no prazo máximo de 15 dias, o inquilino quitar integralmente a dívida. Deixa de valer o requerimento em que o locatário manifesta intenção de pagar a dívida
•A partir de agora, a multa rescisória passa a ser proporcional. Se o inquilino decidir entregar o imóvel antes do fim do prazo, pagará apenas um valor proporcional ao tempo que faltava para cumprir o contrato


Imóvel para locação: bom negócio para o pequeno investidor

Investir em imóveis, com o objetivo de alugá-los, é um bom negócio para o pequeno investidor. A opinião é compartilhada por dois especialistas da área, o diretor de legislação do inquilinato do Secovi-SP, Jacques Bushatsky, e o diretor de locação da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), Eduardo Zangari. "O grande medo dos proprietários é o de alugar o imóvel para um mau inquilino, que não paga o aluguel e ainda danifica o imóvel. Com a Nova Lei do Inquilinato, esses proprietários estão mais protegidos e, caso aluguem a propriedade para alguém que não cumpre o acordado, ele consegue mais facilmente reaver o imóvel. Com isso, o medo de alugar e ter prejuízo ou dor de cabeça diminui imensamente", afirma Bushatsky.

Zangari concorda com o diretor e completa afirmando que o juro básico da economia mais baixo desde o ano passado faz do investimento em imóveis para aluguel um ótimo negócio. "Com a queda da taxa Selic no último ano, muitos investimentos deixaram de ter boa rentabilidade. Assim o aluguel se tornou uma ótima opção. Tem Fundo DI com rentabilidade 0,02% maior, mas o aluguel não tem incidência de imposto, por exemplo".

Investimento conservador - O diretor da Aabic diz ainda que, obviamente, se na hora de comparar a pessoa observar a rentabilidade do aluguel e a rentabilidade do mercado de capitais,concluirá que a segunda modalidade de investimento pode trazer mais retorno financeiro, porém, alerta: é bem mais arriscada. "Não podemos comparar investimento conservador com investimento de risco. Para um investimento extremamente conservador, o imóvel para aluguel tem muito bom rendimento, principalmente agora que as dores de cabeça com inquilinos prometem ser menores".


Para Bushatsky, o fato de esse ser um investimento conservador é muito vantajoso. "Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Economia da USP concluiu que 70% dos proprietários que alugam seus imóveis são aposentados. Esse não é um negócio de sheiks árabes é um investimento que garante a metade da renda de muitos viúvos e aposentados, portanto, é bom que não seja um investimento de risco. Essas pessoas que colocam seus imóveis para alugar não podem correr o risco de perder seu patrimônio".

Zangari lembra também que, neste tipo de investimento, não se deve pensar apenas na rentabilidade mensal, mas, sim, na valorização do patrimônio. "Uma pessoa com um determinado número de cotas em um fundo de investimento que rende 1% ao mês, se no final de dois anos tiver tirado do fundo tudo o que ele rendeu, continua com o mesmo número de cotas. Agora, uma pessoa que tem um imóvel de R$ 200 mil, além de tirar a rentabilidade mensal, no final de dois anos, ainda terá um imóvel que, provavelmente, estará valendo R$ 230 mil".

Imóvel para alugar - Na hora de aconselhar o investidor sobre qual é o melhor tipo de imóvel para a locação, os dois profissionais dividem a mesma opinião: o imóvel residêncial de dois dormitórios. "Há uma demanda muito grande por esse tipo de imóvel. Ele acolhe bem a maioria das famílias brasileiras, não é muito caro e não tem muitos encargos.Se fosse para aconselhar, eu diria que o melhor é investir em um dois dormitórios. Se a pessoa tiver R$ 1 milhão para comprar imóveis, eu aconselho a comprar cinco de R$ 200 mil, em vez de comprar uma propriedade de alto padrão. Assim, ela não dependerá de apenas um inquilino para garantir sua renda, a locação é muito mais rápida e os gastos com o imóvel são menores. É aquela velha história de não colocar todos os ovos na mesma cesta".

O executivo do Secovi dá ainda outro conselho. "Antes da pessoa comprar um imóvel para locação é importante que ela acompanhe pesquisas de preço de aluguel, para conhecer os tipos de imóveis e as regiões mais valorizadas. O segredo é pegar essas tabelas e, ao invés de pensar ´que imóvel caro`, pensar: está aqui uma boa oportunidade de retorno financeiro para a locação de uma propriedade", finaliza.
Mercado Aquecido

Os recursos para compra da casa própria no País estão cada vez mais volumosos. O orçamento inicial para este ano é de R$ 80 bilhões, sendo R$ 30 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e, R$ 50 bilhões do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo). Com essa verba,será possível o setor se aproximar de 1 milhão de empréstimos habitacionais. A projeção é do presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Luiz Antonio França.

Os interessados em ter seu primeiro imóvel ou até mesmo a tão sonhada casa de veraneio contam com financiamento farto e condições ainda mais favoráveis. Nesse orçamento expressivo também estão incluídos os recursos para o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’. Segundo levantamento da Abecip, o valor médio da carta de crédito para compra do imóvel passou de R$ 70.600, em 2006, para R$ 123 mil, no ano passado. O percentual a ser financiado também subiu de 46,8%, em 2004, para 61%, em 2009. Isso mostra que o governo e a iniciativa privada têm desenvolvido mecanismos para facilitar o acesso à moradia e reduzir o déficit habitacional no País. Atualmente, o empréstimo imobiliário chega a 100% do valor da unidade e as opções de juros mais acessíveis beneficiam quem vai comprar tanto imóvel na planta quanto usado.

Cenário Promissor

Os recordes de vendas no setor imobiliário em 2009 não devem deixar saudade. Isso porque os especialistas nesse mercado acreditam que a avalanche de vendas, principalmente no final do ano passado, foi apenas o começo de ciclo de bons negócios na história do setor. A Caixa Econômica Federal, principal agente de políticas públicas do governo federal, estima que o investimento no Minha Casa, Minha Vida para 2010 será superior ao montante de R$ 50 bilhões, com média de contratação para 60 mil unidades habitacionais por mês, o que representará ao final do ano o cumprimento total da meta do programa, beneficiando um milhão de famílias e atendendo parte do déficit habitacional do país, que é de sete milhões de moradias.


O presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, acredita que, até a metade do próximo ano, 700 mil projetos estejam aprovados pela Caixa, em construção ou já entregues. Segundo ele, esse ritmo é um avanço, uma vez que em seis anos do governo Lula foram construídos 750 mil imóveis para a faixa de renda de zero a seis salários mínimos. “Agora vamos fazer isso em apenas 18 meses”, assegurou. Ele acrescentou que a demanda e as condições de produção definem as ações das construtoras.

Com a aprovação da Lei nº 10.931, em 2004, que instituiu um novo marco regulatório para o crédito imobiliário, foram ampliadas as garantias aos compradores e financiadores da casa própria Paulo Safady Simão falou das expectativas para o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II). “O presidente Lula disse que em março vai lançar o PAC II, e nós estamos nos organizando para fazer uma proposta para um novo programa habitacional”, finalizou.

Crédito imobiliario deve aprender com erros alheios.

O Banco Central (BC) defende a criação de um índice brasileiro de preços de imóveis. Os índices de custo da construção atualmente existentes são servem para medir a inflação. O objetivo do Banco Central e diferente: ele quer um indicador confiável, que reflita a variação de preços de terrenos e imóveis no pais para que possa avaliar e monitorar riscos vinculados ao credito imobiliário. O mercado também ira se beneficiar do novo termômetro, que ajudara a definir estratégias. O pano de fundo do novo projeto e a franca expansão do mercado imobiliário brasileiro, o salto dos financiamentos e a crise do suprime ainda bem vivida na mente dos reguladores.

A estabilidade econômica abriu espaço para a aceleração do credito imobiliário. Os empréstimos lastreados em recursos da poupança para pessoas físicas e cooperativas habitacionais cresceram 20 vezes nos últimos oito anos e 46,4% em doze meses, atingindo o saldo de R$ 96,8 bilhões em fevereiro. Considerando todas as fontes de financiamento, o credito imobiliário total do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e de R$ 254 bilhões. Os prazos médios cresceram de 16 anos em 2006 para os atuais 23 anos.

As perspectivas são ainda mais animadoras. A previsão da Associação Brasileira das Entidades de Credito Imobiliário e Poupança (Abecip) e que o credito imobiliario total possa chegar a R$ 1 trilhao nos proximos dez anos.
Essa arrancada dependera do desenvolvimento de novas fontes de credito e instrumentos do mercado de capitais. A alternativa mais promissora e a cédula de credito imobiliario (Se), emitida pelos bancos para financiar incorporadoras.

Semelhantes as cédulas de credito bancaria (CCB), as Se crescem rapidamente, passando de R$ 2 bilhões em 2005 para R$ 19 bilhões em 2010, ja respondendo por 7,5% dos total de credito destinado a habitação. Em pouco tempo, as Se alcançaram as antigas Letras Imobiliárias e as Letras Hipotecarias, que somam R$ 20 bilhões.

A securitização, que em alguns mercados como os Estados Unidos representa mais de 60%dos fundos destinados ao financiamento de imóveis, ainda engatinha no Brasil e totaliza R$ 7 bilhões, na forma de certificados de recebíveis imobiliários (Cris). Mas, na maior parte do mundo, foi a securitização que abriu uma fonte importante de financiamento imobiliario. No Brasil nao parece ser diferente. E exatamente isso que pode potencializar os riscos, como ficou demonstrado pelo que ocorreu nos Estados Unidos e Europa na atual crise internacional.

A exuberância irracional do mercado imobiliario foi o embrião da crise que eclodiu em 2007 e repercute ainda hoje no mundo todo. No ambiente de juros baixos que prevalecia no inicio desta década e ate mesmo negativos no caso dos Estados Unidos, as hipotecas se multiplicaram rapidamente. Os investidores buscavam nesses papeis alguns centavos de dólar a mais de rendimentos. Para os interessados em comprar uma casa, os juros também eram atraentes e o comportamento do mercado imobiliario era um estimulo a mais. Os preços dos imóveis subiram 60% entre 2000 e 2005 nos Estados Unidos .

Nao havia preocupação com inadimplência, pois se algum tomador tivesse problema em pagar bastava vender o imóvel e liquidar a divida com saldo. Isso levou os bancos a dar credito para clientes de maior risco, os Supremes. Entre 2003 e 2006, as hipotecas suprime triplicaram e chegaram a 14% do total. O mercado de securitização cresceu e passou a usar modelos mais sofisticados de empacotar e vender ativos, oferecidos a investidores desatentos e confiantes em avaliações superficiais das agencias de Racing. A regulamentação financeira frágil também nao obrigava as empresas de hipotecas a serem mais transparentes.

Mas a roda parou de girar em 2006, quando a bolha imobiliária estourou. Os preços dos imóveis caíram abaixo do valor das hipotecas e a inadimplência explodiu. Os bancos tiveram que vender ativos a qualquer preço para atender os resgates dos investidores e recompor o capital. O Brasil esta bem distante disso. As hipotecas, securitizações e créditos garantidos por imóveis ainda são incipientes. Mas esse caminho e inevitável para o credito imobiliario crescer. O importante e aprender com os erros alheios e evitar as armadilhas. Para isso será preciso bem mais do que criar um índice de preços de imóveis.

Fonte: Valor Econômico

Refinanciamento de imóvel é opção para troca de dívida

A estabilidade da economia brasileira está impulsionando o crescimento de modalidades alternativas às linhas de crédito tradicionais. É nessa onda que aparece o refinanciamento imobiliário, que, na avaliação de especialistas, tende a abocanhar a cada ano uma fatia maior do mercado. Hoje, dos grandes bancos de varejo, apenas o HSBC e o Santander - não por coincidência, duas instituições estrangeiras - oferecem o refinanciamento imobiliário. Além deles, duas financeiras independentes, a Brazillian Mortgages (BM) e a Pinhal Jardim, trabalham com o produto.

Para analistas, as baixas taxas de inadimplência (já que o imóvel quitado é dado como garantia) é um dos motivos que devem atrair a atenção de outros grandes bancos para a modalidade. O refinanciamento, muito utilizado nos Estados Unidos e em países da Europa, é um espécie de hipoteca.




Mas, diferentemente do que é feito por americanos e europeus, no Brasil, os refinanciamentos não superam 50% do valor total do imóvel. ''Refinanciamos 50%, ou até R$ 500 mil, de imóveis já quitados com prazo de 30 anos para pagamento e o dinheiro não é carimbado, ou seja, pode ser usado pelo cliente para qualquer fim'', explica Vitor Bidetti, diretor da BM Sua Casa, uma das empresas do grupo BM.

Refinanciar o imóvel é uma maneira de se capitalizar para, por exemplo, organizar o orçamento doméstico, quitar dívidas em modalidades em que os juros são extorsivos, como cartão de crédito, cheque especial. ''Pode também ser uma maneira de comprar um segundo imóvel de valor mais baixo do que o primeiro'', sugere o consultor especializado em finanças pessoais Marcos Crivelaro. No entanto, Antonio Barbosa, diretor de crédito imobiliário do HSBC, não recomenda a utilização do refinanciamento do banco para a compra do segundo imóvel. ''As taxas do nosso crédito imobiliário são mais vantajosas que as do refinanciamento'', observa.



O tradicional crédito tem taxas de 10,5% ao ano, enquanto o refinanciamento tem as taxas anuais na casa dos 18%. ''Recomendo a adesão a esse produto para quem precisa fazer uma readequação financeira'', diz. O HSBC refinancia até 50% do imóvel, ou até R$ 200 mil, e o prazo para pagamento é de no máximo oito anos.

Velocidade - Outro benefício apontado pelos especialistas no refinanciamento é a velocidade em que o dinheiro é liberado. Na BM Sua Casa, por exemplo, a verba demora, em média, 15 dias para sair. Enquanto isso, em um crédito imobiliário tradicional, o prazo dado pelos bancos de varejo para a liberação do dinheiro é de cerca de dois meses. Fábio Ferraro, diretor comercial da construtora Obracil, salienta que essa agilidade é ''extremamente benéfica ao mercado imobiliário e ao cliente''. ''A demora na liberação do financiamento exige um trabalho próximo da construtora com o cliente, para que não ocorra desistência na compra'', conta Ferraro.

O uso excessivo de uma modalidade de crédito semelhante a essa nos EUA foi o estopim da crise financeira global, que explodiu em setembro de 2008. Milhões de americanos refinanciaram suas casas (hipoteca) para gastar dinheiro com consumo. O alto endividamento, somado à elevação dos juros no país, acarretou em calotes frequentes. Depois disso, os imóveis foram devolvidos, mas o valor de mercado das propriedade já era inferior ao das hipotecas, causando enormes rombos nas instituições financeiras. Como no Brasil a modalidade de refinanciamento é mais conservadora, os especialistas consultados não consideram a possibilidade de o País sofrer situação semelhante.




Fonte: Folha de Londrina
BC defende criação de um índice de preços para o mercado imobiliário.

O Banco Central defende a criação de uma índice que acompanhe a evolução dos preços do mercado imobiliário. A posição foi anunciada nesta sexta-feira (19) pelo diretor de Normas do Banco Central, Alexandre Tombini, para quem isso é uma questão de curto prazo. O índice não seria feito pelo BC, mas por institutos de pesquisa, a exemplo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da FGV (Fundação Getulio Vargas).


Mercado imobiliário - Tombini falou durante a realização da 2ª Conferência Internacional de Crédito Imobiliário, promovida pelo próprio Banco Central. Na abertura do evento, o presidente do BC, Henrique Meirelles, disse que o crédito imobiliário no Brasil enfrenta o desafio de encontrar fontes de financiamento alternativas à poupança. “No caso do SBPE, é muito importante repensarmos quais são outras fontes de financiamento para um continuado crescimento no Brasil”, disse Meirelles.
Consórcio de imóveis deve crescer 40% com novos usos do FGTS, diz Embracon

A partir desta quinta-feira (18), o consumidor vai poder utilizar o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para amortizar, liquidar e pagar parte das prestações de consórcio imobiliário. Assim, segundo previsões do Consórcio Embracon, a modalidade, que é uma das que mais cresceram nos últimos meses, deve apresentar incremento de cerca de 40% nas vendas.


Já a Abac (Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios) aposta em um crescimento na ordem de 10% em todo o sistema de consórcios em 2010, sendo 3% por conta deste benefício.
Inadimplência - Ainda conforme análise da Associação, os participantes de consórcios imobiliários que, por ventura, se encontram inadimplentes serão os principais beneficiados pelas novas regras do uso do FGTS no sistema de consórcios. Isso porque, para a entidade, as novas regras possibilitarão às pessoas que hoje se encontram inadimplentes voltarem ao sistema.
Crédito e mudanças na lei favorecem negócios

A facilidade de acesso ao crédito para financiar a construção e a compra do imóvel e os avanços da legislação nas áreas do Direito Comercial e do Consumidor são considerados pelo presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR), Gustavo Selig, como os principais fatores que levaram os consumidores a preferir o imóvel na planta. ''Um grande avanço nesse sentido foi a criação de dispositivos legais que possibilitam a contabilização separada dos empreendimentos e das atividades da empresa, como o patrimônio de afetação. Hoje se a construtora tem um problema, a obra não entra na massa falida da empresa e o cliente tem preferência e garantia no ressarcimento relativo ao valor do bem adquirido, caso a obra não seja entregue como o acordado'', explica Selig.

Ainda segundo ele, a categoria de venda passou a atrair negócios não só com investidores, mas também com quem procura uma moradia devido ao bom momento do mercado imobiliário. ''Hoje, as pessoas que adquirem um imóvel para sua própria moradia estão quase superando os investidores em número de vendas nesta modalidade.'' Mesmo com a profissionalização das empresas do setor, ele recomenda aos consumidores que procuram um imóvel a pesquisar sobre a construtora ou incorporadora antes de ir ao plantão de vendas. Ele também sugere ao comprador visitar a sede da empresa e verificar se o empreendimento desejado está com a documentação em dia, como projeto aprovado pela Prefeitura Municipal e registro de incorporação e memorial descritivo averbados.

Fonte: Folha de Londrina