quarta-feira, 31 de março de 2010

Confira o mapa dos empreendimentos verticais em Curitiba

Curitiba sofreu uma verdadeira mudança em seu mapa urbano e apresenta novos prédios residenciais



Sobrados em expansão
Bairros como Jardim das Américas, Boqueirão e Xaxim são caracterizados por esse tipo de construção, seja individual ou em condomínio

“Se pensarmos na região ao redor da Avenida das Torres há pouco mais de cinco anos e compararmos com hoje, conseguimos perceber como ela se expandiu. Antes, haviam inúmeros terrenos vazios no Jardim das Américas, Guabirotuba e Uberaba. Agora eles deram lugar a várias construções, principalmente de sobrados”, avalia o engenheiro Luiz Alfredo Magger da Costa, proprietário da MC Engenharia – especializada na construção de casas e sobrados.
A constatação do engenheiro pode ser traduzida em números. De 2003 a 2008, houve um grande crescimento na liberação dos alvarás para novas construções na região que engloba o Boqueirão, Xaxim e os três bairros já citados. Das 809 unidades liberadas em 2003, o salto foi para 1.892 no ano passado.

Os números de conclusão de obras também são bastante significativos. Por ano, são concluídas 1.113 unidades, seja de apartamentos ou sobrados. Esse último tipo de imóvel é o mais comum em todos os cinco bairros: sobretudo no Uberaba – bairro com maior expectativa de crescimento entre seus vizinhos. “Os grandes terrenos estão se esgotando. Logo deverão dar lugar a mais sobrados, que é uma característica muito forte”, afirma o engenheiro Magger da Costa.

Somando todos os bairros pertencentes à região, a oferta de terrenos chega a 354 unidades. Boa parte dos terrenos, 76, tem mais de 750 metros quadrados. Se somar todos os terrenos com mais de 250 metros quadrados, eles corresponderão a mais de 90% da oferta.

Família pequena, renda média

Ao contrário da região de Santa Felicidade, os terrenos têm desenhado um perfil de construções diferentes dos grandes condomínios. Com isso, atraído um tipo específico de compradores: casais, com um filho. Na média dos bairros, são 3,2 habitantes por residência – número pouco superior ao conjunto de Curitiba (3). Mais de 80% desses imóveis possui três dormitórios, distribuídos entre 100 e 200 metros quadrados – dimensões da maioria dos imóveis ofertados.



Além disso, os bairros são atrativos para famílias com renda familiar próxima à média da cidade: R$ 2,5 mil. As exceções ficam por conta do Guabirotuba e Jardim das Américas, onde a renda familiar dos moradores ultrapassa R$ 4,1 mil, e é a maior da região. É nos dois bairros que se concentram os imóveis de acabamento mais aprimorado.

Na média dos bairros, quase 70% dos so­­brados custa entre R$ 150 mil e R$ 300 mil. Os terrenos custam, em quase metade dos casos (46% deles), acima de R$ 250 mil. A valorização se deve à pouca oferta, que começa a impulsionar os preços.



32,9% dos moradores...

...dos bairros analisados têm entre 25 e 44 anos. Se aumentar a faixa até os 54 anos, a porcentagem sobe para 43,3% dos habitantes dos cinco bairros.

R$ 387 mil é o preço médio dos terrenos nos bairros Jardim das Américas, Guabirotuba, Uberaba, Boqueirão e Xaxim. O valor é elevado, entre outros fatores, pela boa oferta de lotes maiores, com mais de 500 metros quadrados.

R$ 250 mil é o preço médio aproximado dos sobrados na região. A oferta é de 1.385 imóveis desse tipo. Deles, 912 custam entre R$ 150 mil e R$ 300 mil.


http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/mapadocrescimento/conteudo.phtml?tl=1&id=947906&tit=Sobrados-em-expansao

Condomínios dominam a Região Oeste
Grandes lotes favorecem a instalação desse tipo de imóvel em bairros como Santa Felicidade e Campo Comprido

Ao fazer um passeio pelos bairros de Santa Felicidade, Campo Comprido, Cascatinha, São João, São Braz e Santo Inácio é possível perceber que aquela é a região dos condomínios horizontais em Curitiba. De todos os padrões, mas com visível inclinação para os luxuosos, o lado oeste da cidade oferece o espaço necessário, graças aos seus grandes lotes, para esses empreendimentos, que atraem principalmente famílias jovens com, no máximo, dois filhos.
Segundo o Perfil Imobiliário de Curitiba, estão à venda lotes em 20 condomínios nessa região. São ao todo 804 unidades ofertadas, mas só 301 ainda disponíveis. Existem também 21 condomínios que vendem casas, 530 unidades no total. Delas, 129 ainda estão à venda.

Principal responsável pela oferta e disponibilidade, Santa Felicidade se destaca no segmento dos condomínios (14,6% dos terrenos ofertados). Dos que ainda estão disponíveis, quase 20% estão localizados no bairro. Da mesma forma, Santa Felicidade oferece o maior número de casas em condomínios, 47,4% delas, e a maior disponibilidade: 27% das residências à venda.


“Lançamos o Green Village Park Condominium, que será o maior horizontal da cidade, com 300 lotes. Santa Felicidade foi a escolha ideal, por ser um bairro bonito, tradicional e ainda oferecer, embora em quantidade bem menor do que no passado, áreas desse tamanho”, diz o diretor da Incorporadora Green­village, Marcello Malucelli Thá.

Preço elevado e mais espaço

Ricos em grandes lotes, a região também ganhou em valorização. O preço médio, tanto para casas quanto terrenos, é superior ao verificado na conjunto da cidade. Nos terrenos, a alta é de 39%. Enquanto o preço médio é de R$ 396 mil na região, em Curitiba sai por R$ 286 mil. Da mesma forma, o valor das casas em condomínios horizontais é 30% superior ao cobrado na média da cidade: R$ 634 mil contra R$ 488 mil.


Além de disposição para pagar mais, quem pretende comprar um imóvel em condomínio terá de se adaptar a grandes espaços. A área média é 302 metros quadrados ante 251 metros quadrados da média da capital – 20% de diferença.

Família

Se o forte é o condomínio horizontal, o público comprador principal é a família – sobretudo casais com um ou dois fi­­lhos. A média de habitantes por domicílio é 3,5, número superior ao 3 da ci­­­da­­­de. Além disso, a população local é bas­­­tante jovem, com 29,9 anos, em mé­­­dia. Pessoas acima de 70 anos respondem apenas por 2,9% dos moradores.

Os jovens compradores dos imóveis da região se dividem em relação à renda de acordo com o bairro em que moram. No Cascatinha (bairro localizado ao oeste de Santa Felicidade) é onde estão as famílias com maior ganho mensal: R$ 4 mil. Não por acaso, nessa área estão instalados os condomínios mais luxuosos. No restante do bairro a renda média é igual a do conjunto da cidade: R$ 2,6 mil.


http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/mapadocrescimento/conteudo.phtml?tl=1&id=947908&tit=Condominios-dominam-a-Regiao-Oeste





Região do Cabral alia alto padrão e vendas rápidas
Bairros que compõem a região fazem parte do chamado primeiro anel central de Curitiba


Uma região de vendas velozes de imóveis de praticamente qualquer padrão. Essa talvez seja a característica mais marcante no entorno do Cabral, que inclui os bairros Ahú, Alto da XV, Alto da Glória, Hugo Lange e Juvevê. Dos 1.519 imóveis verticais lançados nos últimos anos na região, 20,4% (310 deles) estão disponíveis. No segmento do médio padrão (R$ 300 mil a R$ 450 mil), por exemplo, dos 360 apartamentos recentemente ofertados, apenas 38 estão livres. Quase na outra ponta, os supereconômicos (até R$ 120 mil), têm somente 19 apartamentos ainda à venda, mesmo tendo ocorrido um lançamento desse tipo no último ano que elevou a oferta a 84 unidades.


Tamanha velocidade de vendas não é à toa. Os bairros que compõem a região fazem parte do chamado primeiro anel central de Curitiba. Distante pouco mais de dois quilômetros do centro da cidade, eles possuem comércio e serviços variados, mas sem perder as características de área residencial. A região também tem fácil acesso a outros pontos da cidade.

É a essa combinação de fatores que o diretor da construtora Hugo Peretti aponta o sucesso de empreendimentos recentes de sua construtora na região. “É um local tradicional de Curitiba, que tem uma excelente qualidade de vida. Apostamos ali porque acreditamos em todos os atrativos”, diz Hugo Peretti Neto.

Preços elevados
A boa velocidade de vendas não é um reflexo de preços baixos. Pelo contrário, os custos dos imóveis em toda a região são mais elevados do que na média de Curitiba. Isso porque os lançamentos contemplam, principalmente, um público com maior renda familiar – média do rendimento das famílias é de R$ 5,8 mil, 123% acima de Curitiba, cuja média é de R$ 2,6 mil. Ao todo, estão à venda 43 empreendimentos, com um total de 1.519 apartamentos. Destes, a maior participação é das unidades de alto padrão (que custam entre R$ 450 mil e R$ 900 mil) e representam 46,7% da oferta (709 unidades).

Apenas 310 dos apartamentos lançados ainda estão disponíveis, com concentração maior no alto padrão que tem 42% do total (131 unidades). Isso é reflexo direto do maior investimento neste segmento – que teve 709 apartamentos construídos recentemente.

Em uma média geral, os valores de um apartamento na região estão 59% acima da cidade (R$ 592 mil, enquanto em Curitiba custam R$ 372 mil). Como outro fator decisivo para a alta do preço, além do acabamento, está o espaço (51,2% dos apartamentos ofertados são de três quartos). Na metragem, a média da região é bem superior a da cidade. As unidades do Cabral têm 246 metros quadrados de área total média, contra 168 metros quadrados de Curitiba.

http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/mapadocrescimento/conteudo.phtml?tl=1&id=947904&tit=Regiao-do-Cabral-alia-alto-padrao-e-vendas-rapidas

Centro abriga moradas compactas
Área é de intenso interesse tanto para quem compra como para quem constrói


Para quem pensava que o mercado imobiliário não investia mais na região central, os números apontados pelo Perfil Imobiliário de Curitiba mostram o Centro e o Centro Cívico como áreas de intenso interesse, tanto para quem compra quanto para quem constrói. A quantidade de serviços e comércio disponíveis e a facilidade de locomoção a outras partes da cidade são excelentes atrativos, sobretudo para grupos específicos, como solteiros e casais sem filhos.

O perfil do consumidor dessa região é bem definido. A média de habitantes por domicílio é apenas 2,4. No resto da cidade, essa média é 3. “Há muita gente, como estudantes e trabalhadores, que opta por viver próximo a seu emprego ou sua faculdade. Por isso, os empreendimentos lançados costumam ser menores, projetados para famílias pequenas”, define Nilton Antonietto, diretor da Thá Incorporação, que recentemente lançou três diferentes empreendimentos na região.


A idade média populacional da região é bem superior à verificada em Curitiba, (37,3 anos), e a população acima dos 70 anos é de 9,8% (bate os 3,6% do resto da cidade), o que indica uma presença forte de idosos nesses bairros.

Como apontou o diretor da Thá Incorporação, para atender esse público, os apartamentos – que são o principal segmento imobiliário de ambos os bairros –, são, em sua maioria, de um ou dois dormitórios. Esse fator derruba o tamanho dos imóveis da região. Na média, são 90 metros quadrados de área total contra 168 metros quadrados da cidade.



Mesmo com área média menor, o preço na região para os apartamentos de um e dois dormitórios é mais elevado do que a média da cidade. Para os de um quarto, o valor médio é R$ 149 mil (em Curitiba, a média desse perfil de apartamento é R$ 139 mil). Nos de dois dormitórios, o preço médio é de R$ 250 mil (contra R$ 213 mil da cidade). Além da grande procura, a alta nos preços é explicada também pelos empreendimentos recentes, que têm alto preço de venda.

Levando-se em conta todas as configurações de apartamentos, a oferta de imóveis na região central é mais forte em padrões mais baratos. Existem à venda 16 empreendimentos, com um total de 1.919 unidades. Delas, 47,1% classificam-se como econômicas (entre R$ 120 mil e R$ 200 mil), padrão com boa venda: mesmo representando quase metade de tudo que é lançado, apenas 24% (que corresponde a 57 apartamentos) ainda não foram vendidos.

No total de todos os padrões, somente 237 das unidades ofertadas na região central estão disponíveis – com maior concentração no padrão standard, com 46% do total, seguido do médio (28,7%) e o econômico (24,1%).

http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/mapadocrescimento/conteudo.phtml?tl=1&id=947903&tit=Centro-abriga-moradas-compactas

Região do Batel: marca de glamour
Local é sonho de consumo para muitos compradores, com mercado imobiliário promissor


A tradicional faixa de Curitiba que inclui Batel, Água Verde, Seminário e Vila Izabel é sonho de consumo para muitos compradores – por todo o status que a região oferece– e construtores, que encontram ali um mercado imobiliário ainda promissor. Motivos para a glamourização do “Jardins” de Curitiba (em referência ao sofisticado bairro paulista) não faltam: reúne os mais disputados restaurantes, bares, lojas e serviços da capital.

Se tem glamour, tem custos de moradia mais elevados. Como um ciclo, esse valor alto atrai uma característica de comprador bem direcionada. Segundo o Perfil Imobiliário de Curitiba, todos os quatro bairros que compõem a região do Batel possuem renda bem superior à média da cidade. São R$ 6,3 mil por família, frente a R$ 2,6 mil no conjunto de Curitiba – 145% a mais. No Batel, em específico, essa diferença é ainda maior. A renda familiar chega a R$ 9,3 mil.

Por tudo isso, o que é construído na região segue padrões pouco modestos. No mercado vertical, que é o forte desses bairros, existem 49 empreendimentos à venda – com um total de 2.280 apartamentos. A oferta de imóveis se concentra principalmente no padrão médio (que tem valores entre R$ 300 mil e R$ 450 mil), com 46,7% (1.064 unidades).

Do montante ofertado nesses empreendimentos, 867 unidades ainda estão disponíveis. No chamado padrão luxo (que são os imóveis que custam acima de R$ 900 mil), a disponibilidade sobre o que foi ofertado é de apenas 27,1%, mesmo tendo sido lançado há muito pouco tempo um empreendimento desse tipo – fato que mostra a grande aceitação de empreendimentos sofisticados.

“Observamos sempre um grande público procurando esses imóveis mais caros nessa região do Batel e Água Verde. São bairros que, tradicionalmente, denotam essa questão de sofisticação, de bem morar”, diz Luiz Augusto Brenner Rose, diretor de atendimento da imobiliária Lopes, localizada no Batel.

O resultado são valores elevados. O preço da região é superior ao da cidade em imóveis de todas as configurações de dormitórios. No geral, os preços estão 67,4% acima da média da cidade. No entorno do Batel, o valor médio de um apartamento é quase R$ 623 mil, enquanto na cidade é R$ 372 mil.

Nos apartamentos de quatro dormitórios, em números absolutos, os imóveis da região estão R$ 146 mil acima do valor encontrado na cidade.

Espaço para crescer
À primeira vista, uma região saturada. Porém, a expectativa de crescimento vegetativo para os quatro bairros é passar dos 89,5 mil habitantes em 2009 para 100 mil em 2020. Crescimento puxado principalmente pelo Seminário, que tem a maior expectativa de aumento de população, e pelo Água Verde, com maior área e população.

Para os construtores, a dica é ficar de olho no perfil de consumidores da região. Casais de meia-idade, grande poder de compra e com, no máximo, um filho, ainda são quem mais procura essa valorizada área da cidade.

Preço atrativo na Região Sul
Portão, Capão Raso, Fazendinha e Novo Mundo foram responsáveis por 42% dos apartamentos lançados em Curitiba


Com a ascensão do Ecoville (união dos bairros Mossunguê, Campina do Siqueira e Campo Comprido), criou-se uma ideia de que a Região Sul de Curitiba não acompanhava esse desenvolvimento. Um grande engano. Embora a área localizada no oeste da cidade tenha mesmo recebido grande número de lançamentos imobiliários e hoje seja responsável pela maior oferta, os bairros ao sul não ficaram distantes desse aquecimento da construção.

No ano passado, por exemplo, Portão, Capão Raso, Fazendinha e Novo Mundo foram responsáveis por 42% dos apartamentos (característica imobiliária mais marcante) lançados na capital paranaense. Esse índice representa 2.060 unidades. O Portão foi o principal responsável, representou em 2008 exatos 29,6% dos lançamentos verticais de Curitiba. A alta na liberação de alvarás aponta que os próximos anos devem continuar produtivos.

Assim como os lançamentos, a média de conclusão anual dos apartamentos também é elevada. De 2003 a 2008 tem sido de 454 unidades. A relação entre alvarás e construções concluídas mostra que, historicamente, o que é liberado é finalizado.

Padrões variados

Com ampla variedade de lançamentos, diversos padrões de empreendimentos têm sido lançados na Região Sul. Atualmente, esses bairros têm 34 prédios à venda. Ao todo, são 3.394 unidades ofertadas. Desse volume, os mais representativos são os apartamentos do tipo standard, correspondentes a 37,9%; e econômico, com 33,5% do total. Em números reais, 1.288 e 1.388 unidades, respectivamente.

Porém, são nos padrões mais baixos que o sucesso é mais visível. Dos 34 empreendimentos à venda, 16 são econômicos. Os chamados supereconômicos (que custam até R$ 120 mil) são esgotados com rapidez. Apesar de representarem 28,5% do que foi lançado (968 apartamentos), apenas 11,9% (105) ainda estão à venda.

Maria Tereza Adorian, corretora da imobiliária Nova Aurora, com atuação na região, explica o fenômeno de vendas dos apartamentos mais baratos. “Esses são bairros excelentes para se morar. Há uma infraestrutura digna do Centro, com um shopping center grande e outros de médio e pequeno portes, mas com um custo de vida bem mais baixo. Por isso, a classe média e média-baixa faz fila quando sai um empreendimento com custos razoáveis, principalmente até R$ 100 mil”, diz.


Com esse perfil de padrão, os apartamentos da região têm preços bem abaixo da média da cidade. Sobretudo os de dois e três dormitórios, que chegam a custar 53,8% a menos do que o valor médio de Curitiba. No geral, um apartamento na Região Sul custa R$ 171 mil, enquanto em outras regiões da cidade sai por R$ 372 mil.Condição que atende famílias de renda média de R$ 2 mil, um pouco abaixo a da cidade (R$ 2,6 mil).

O Portão, no entanto, se levado em conta sozinho, tem renda familiar média de R$ 3,1 mil – é a maior da região e superior à média da cidade. “A vantagem do preço com a praticidade de todos os serviços oferecidos fazem da Região Sul um endereço ideal para a classe média. Todos os meses vendemos diversas unidades para essas famílias, ainda em formação, e que procuram o primeiro imóvel” diz, Irene Azevedo, da Azevedo Imóveis, que atua no Portão, Novo Mundo e Capão Raso.

Ecoville: verde e luxuoso
Local se tornou uma marca forte e sinônimo de bom lugar para residir


29/11/2009
Até pouco tempo atrás, quase não se ouvia o termo Ecoville em Curitiba. Porém, com o superaquecimento do setor da construção civil, de 2006 para cá, esse nome se tornou uma marca forte, sinônimo de bom lugar para se morar. Não é para menos, a região – que engloba parte de três bairros da capital: Mossunguê, Campina do Siqueira e Campo Comprido – foi uma das que mais recebeu investimentos nos últimos anos, com novas construções pipocando a todo instante.

Entre 2003 e 2009, o Ecoville foi um dos recordistas na liberação de alvarás de apartamentos. Por lá, tiveram a construção autorizada uma média de 860 apartamentos por ano. Destes, foram finalizados 492 por ano. Atualmente, é a região de Curitiba que mais oferece apartamentos. São 4.004 unidades – 1.402 delas ainda estavam à venda em outubro. Tudo isso nos 36 empreendimentos que estão sendo comercializados.

Não é difícil entender o porquê de tamanha produção. A região sempre integrou o ranking das que têm mais área livre disponível. A grande oferta de terrenos, sobretudo no Campo Comprido, foi o atrativo que levou empresas a optarem pela construção no local. Para contribuir, a proximidade do centro da cidade (cinco quilômetros) e a facilidade de locomoção (duas vias-rápidas desafogam o trânsito ao longo bairros) deram o suporte necessário para sua ocupação.
Alto padrão
Mais do que volume, o Ecoville ganhou em qualidade de novas construções. Dominando a paisagem urbana da região, os edifícios de alto padrão (que custam de R$ 450 mil a R$ 900 mil) são os destaques. Existem 1.089 unidades desse tipo nos recentes empreendimentos lançados. Eles têm ótima aceitação pelos compradores. Apenas 234 deles ainda estão disponíveis para quem pretende comprar.

Um lançamento neste ano também aumentou a oferta dos apartamentos do padrão chamado standard. Das 1.116 unidades ofertadas nesse perfil, 395 ainda estão à venda.

O interesse e os crescentes investimentos no Ecoville, principalmente no alto padrão, têm sua explicação. A região está se configurando como uma das mais promissoras e nobres da cidade. A renda familiar média, sobretudo no Mossunguê, é superior à de Curitiba. Nesse bairro, em específico, 32,2% da população têm renda superior a R$ 5,5 mil. Na capital apenas 16,2% da população tem essa faixa de renda.

Diretor da construtora Plaenge, que investiu pesado em empreendimentos na região, Fernando Fabian aponta ainda outros fatores que agregam valor ao Ecoville. Além dos serviços disponíveis, engrossados por um grande shopping center, a área verde é um dos destaques. Na região, abundante em jardinetes, a média de espaços verdes é de 93 metros quadrados por habitante – muito superior à da cidade (49 metros quadrados/habitante). “Nesse bairro o plano de urbanização é muito interessante, porque deixa mais áreas verdes entre um prédio e outro. Isso dá espaço e respiro para as construções e também agrega valor a elas”, diz Fabian.

http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/mapadocrescimento/conteudo.phtml?tl=1&id=947895&tit=Ecoville-verde-e-luxuoso

Os caminhos da construção
A enxurrada de obras dos últimos anos definiu características próprias e aproveitou potenciais de regiões específicas da cidade

29/11/2009
Nos últimos três anos, a expressão “canteiro de obras” virou um termo clichê para se definir as principais capitais brasileiras. Curitiba não escapou à regra. Mais do que novos empreendimentos, a capital paranaense abraçou uma verdadeira mudança em seu mapa urbano. “Esses foram anos decisivos para definir a nova cara de Curitiba”, afirma Hamilton Pinheiro Franck, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR).

A expansão do mercado imobiliário curitibano contemplou os mais diversos segmentos. Imóveis de perfil supereconômico (com preço de até R$ 120 mil) dividiram espaço com os de luxo (com preço a partir de R$ 900 mil). “Em Curitiba, descobriu-se haver público para os muitos segmentos imobiliários, e isso é fácil perceber nos lançamentos”, afirma Franck. Ao todo, são 240 prédios com unidades à venda. Cada padrão ocupa uma fatia de, aproximadamente, 20% desse total.

O curitibano quer comprarMais vertical e acessívelImóvel até R$ 200 mil é tendência. O valor da terraFilão do mercado está de voltaConfira o mapa dos empreendimentos verticais em Curitiba“Entre 1999 e 2003, o setor ficou praticamente estagnado, sem lançamentos. Curitiba acabou ficando carente de novos empreendimentos na cidade toda. Tornou-se natural as construções em diferentes regiões. Alguns conjuntos de bairros, que ofereciam mais terrenos ou infraestrutura, ganharam mais lançamentos, despontando durante esse aquecimento”, diz Gustavo Selig, presidente da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário no Paraná (Ademi-PR).


Mais do que um número de moradias, esses bairros de destaque passaram a evidenciar suas características, definidas também por fatores como perfil dos moradores locais. “No Ecoville, criou-se uma região nobre, em que os empreendimentos cercados de verde são o destaque. Já o Batel manteve o padrão sofisticado. As novas construções foram muito ordenadas nesse ponto”, diz Gerson Carlos da Silva, diretor da Galvão Vendas.

Assim acorreu com diversas regiões da cidade. O primeiro anel central de Curitiba – que engloba bairros co­­mo Cabral e Alto da XV – ganhou em­­preendimentos de padrões elevados. No sul da cidade, os bairros Portão, Novo Mundo e Capão Raso foram cercados pelos imóveis de padrão mais econômico. O Centro e o Centro Cívico ganharam imóveis funcionais, menores em área para satisfazer o seu público comprador.

O mercado horizontal também recebeu grandes investimentos. Na região de Santa Felicidade e Campo Comprido, os condomínios de casas encontraram sua sede ideal. “Aquela é a região com os maiores lotes, ideais para esse tipo de empreendimento. Isso era característico. Nesse embalo do aquecimento da construção, apenas essa marca se atenuou”, define Paulo Celles, vice-presidente de Lançamentos Imobiliários, Compra e Venda do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/mapadocrescimento/conteudo.phtml?tl=1&id=947893&tit=Os-caminhos-da-construcao

A redescoberta do supereconômico
Impulsionados por grande incentivo do governo federal e demanda da população, esses imóveis são a bola da vez do mercado


29/11/2009
Giammarco Gentile, diretor de Prospecção e Incorporação da Construtora Tenda, empresa que tem dois lançamentos no segmento econômico no momento, considera que – apesar da oferta maior de econômicos – a tendência de maior crescimento daqui para frente seria dos supereconômicos (imóveis até R$ 120 mil), tendo em vista que, para ele, essa camada não estava sendo bem atendida pelo mercado. “Além disso, (o supereconômico) é o diretamente auxiliado pelos programas habitacionais do governo, e tem o déficit maior também.”

Até o fim de outubro, 29 propostas de empreendimentos para o “Minha Casa, Minha Vida”, com 3.560 unidades, foram recebidas pela Caixa Econômica Federal (CEF), no valor de R$ 218,9 milhões em Curitiba. Após análise, 1.210 unidades dessas propostas já foram contratadas, envolvendo R$ 98,67 milhões.

É à CEF que o diretor da construtora Fontanive, Benito Fontanive, atribui a redescoberta do segmento supereconômico, que – segundo ele – estava abandonado. “Não houve programas habitacionais por muitos anos no Brasil, o governo fez isso de forma acertada”, avalia.

Resposta


Pelos empreendimentos da Tenda e da Fontanive é possível ter uma ideia da resposta também do segmento econômico no mercado imobiliário atual. A primeira tem dois lançamentos em Curitiba: o Fit Marumbi (lançado em setembro), com 335 unidades (cerca de 50% já comercializadas, segundo o responsável pelas vendas, Felipe Lima), no bairro Guaíra; e o Fit Palladium (lançado no ano passado), com 228 unidades (quase 100% vendidas), no Portão. Ambos com preços entre R$ 150 mil e R$ 180 mil.

Recentemente, o químico Francisco Ide Sales, de 30 anos, que é de Campinas (SP), adquiriu um apartamento no Fit Marumbi, que deverá começar as obras apenas no primeiro semestre de 2010. Ele não faz parte do perfil de renda dos que mais procuram imóveis econômicos, já que ganha mais de dez salários mínimos, mas se encaixa em outras características: é jovem e pretende se casar em breve. “O que mais me motivou a fazer essa aquisição foi a possibilidade de usar o meu FGTS com uma taxa baixa de financiamento.”

Já a Fontanive está com um empreendimento no bairro Pilarzinho. Lançado em julho, tem preço médio de R$ 130 mil e será entregue em dezembro de 2010. O Residencial Parque Tingui, próximo ao ponto turístico, terá três torres e contará com 66 unidades, de um a três quartos, das quais 28 foram vendidas.

http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/padraoeconomico/conteudo.phtml?tl=1&id=947888&tit=A-redescoberta-do-supereconomico

Imóvel até R$ 200 mil é tendência
Maior poder de compra das classes C e D e programas habitacionais impulsionam o segmento


29/11/2009 00:15
O mercado imobiliário tem tomado uma nova direção. A demanda das classes C e D é o novo foco, já que agora elas contam com um maior poder de compra (com aumento de renda e novas facilidades de crédito). As famílias que recebem até dez salários mínimos por mês (R$ 4,65 mil) ganharam também novo impulso com programas habitacionais do governo federal, como o “Minha Casa, Minha Vida”, que ano que vem vai aumentar o valor limite do imóvel de R$ 100 mil para R$ 130 mil em cidades com mais de 500 mil habitantes, como Curitiba.

Para entender melhor a oferta e a disponibilidade dos vários tipos de imóveis, o mercado os dividiu em seis padrões, baseados nas faixas de preço: supereconômico, econômico, standard, médio, alto e luxo.


A pesquisa revela que o segmento mais ofertado em Curitiba é o econômico (30%), seguido pelo standard (22,2%). Este último é o que tem mais unidades disponíveis para compra hoje (dados de outubro): 32,5% da oferta inicial de 4.184 unidades.

Já em relação à disponibilidade sobre a oferta, o standard é o que tem mais unidades (40,3%) e apresenta uma demanda me­­nor por parte dos curitibanos. O supereconômico e o econômico demonstram vender mais: o primeiro tem15% das unidades ofertadas disponíveis e o segundo, 23,9%.

http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/padraoeconomico/conteudo.phtml?tl=1&id=947881&tit=Imovel-ate-R-200-mil-e-tendencia


Casa própria que cabe no bolso
Além da facilidade de crédito, pagamento parcelado da entrada durante a construção é o grande facilitador da compra do primeiro imóvel


29/11/2009
Veja a valorização do metro quadrado e dos novos apartamentosMais vertical e acessívelMais do que o crédito, a forma de pagamento é o que tem ajudado os curitibanos na aquisição do imóvel. “A venda na planta é decisiva nisso. A família paga pequenas parcelas e balões anuais por dois ou três anos, até a entrega do imóvel, para só então financiar o restante. Na compra do imóvel pronto a família precisaria de poupança de 20% a 30% do valor total para dar de entrada. Quem consegue guardar este valor? Isso era um fator que limitava o mercado também”, avalia o consultor Fábio Araújo.

Ao mesmo tempo, os prazos se estenderam de 15 anos para 30, e os juros baixaram, pouco, mas baixaram. Em média, os juros do financiamento no país variam de 8% a 12% ao ano, dependendo da fonte de recursos (poupança ou Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS) e da modalidade (juros pré ou pós-fixados) – no caso do “Minha Casa, Minha Vida” é a partir de 5% ao ano.


Foram as vantagens oferecidas pelo programa e a forma de pagamento facilitada das construtoras que possibilitaram que a administradora Aline Marcelino Gomes, 22 anos, assinasse há um mês o contrato do seu primeiro imóvel, um apartamento de dois quartos. “O imóvel foi indicação da minha mãe, que é corretora. Eu tive o cadastro aprovado pelo ‘Minha Casa, Minha Vida’ (que, em Curitiba, exige que o valor máximo do imóvel seja R$ 100 mil e a renda de até dez salários mínimos) e paguei a entrada parcelada, com o imóvel ainda em construção”. Aline conseguiu um subsídio de R$ 16 mil e o financiamento ficou em 25 anos com prestações pré-fixadas e decrescentes, que começaram em R$ 400 e irá terminar em R$ 178. “É um prazo longo, mas se alugasse um apartamento de dois quartos como o meu não pagaria menos de R$ 600 por mês. Acho que estou no lucro.”

http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/mercado/conteudo.phtml?tl=1&id=947874&tit=Casa-propria-que-cabe-no-bolso


Mais vertical e acessível
Número de prédios cresceu e mudou a paisagem da cidade. Já a compra da casa própria continua impulsionada pelo crédito e a facilidade de pagamento


29/11/2009
No ano passado, 42,2% das liberações da Prefeitura de Curitiba para novas construções foram para imóveis de até três pavimentos – em 2007 foram 64,9%. Ao mesmo tempo, as concessões para imóveis de mais de oito andares, os prédios, passaram de 13,3% do todo para 24,7%, de um ano para o outro. Esses dados e o crescimento de 284,7% no número de apartamentos lançados – passaram de 3.927 unidades verticais para 7.279 – refletem a mudança na paisagem da cidade. Curitiba está mais vertical, embora a maioria dos habitantes ainda resida em casas, sobrados e afins.

Para o economista e diretor da consultoria Brain, Fábio Tadeu Araújo, a vinda das grandes incorporadoras e construtoras foi um dos principais fatores que impulsionaram esse crescimento vertical da cidade. “Essas empresas, dotadas de capital, chegaram com um conceito agressivo de venda de imóveis, ‘agitando’ o mercado com novas estratégias, de forma que as construtoras e incorporadoras locais também tiveram de se mexer”. A venda na planta – impulsionada também por mais segurança jurídica para bancos e mutuários – mudou o jeito de comprar do curitibano e transformou a cidade. A maior parte dos arranha-céus em construção está quase totalmente vendida, o que faz a roda do mercado imobiliário continuar em movimento.


O crédito e a facilidade de pagamento são os grandes motores dessas perspectivas, compensando a diferença entre a renda do trabalhador e a escalada de preços que ocorre em Curitiba desde 2006. O salário médio do trabalhador da capital e região naquele ano, segundo o Ipardes, era de R$ 1.210,93. Em 2009 (até agosto) esse rendimento chegou a R$ 1.350,26 – um crescimento real de 11,5%, bem menor do que a valorização de imóveis residenciais novos, de 44%, e a dos usados, de 63%, medidas pelo Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar) para o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR) e o Sindicato de Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), respectivamente.

Araújo explica que boa parte da evolução dos preços no Brasil se deu pela formação dos bancos de terras das grandes incorporadoras há três anos. “Mais de 20 grandes empresas captaram dinheiro na bolsa e precisavam comprar terrenos para garantir um certo número de lançamentos e ter uma boa avaliação perante os investidores. Essa competição pelas melhores áreas gerou especulação e aumento de preços.”

E em Curitiba havia espaço para esse aumento de preços. “A valorização foi mais rápida do que se esperava”, diz Araújo. Nos últimos três meses, com as evidências de que o país saía dos piores efeitos da crise financeira mundial, os preços dos imóveis novos cresceram mais um pouco e se equipararam a Porto Alegre. “Foi um movimento do setor apoiado no otimismo e na demanda que o mercado aceitou.”

Mesmo com a diferença entre renda e preço, o crédito tem feito milagres. Pela Caixa Econômica Federal, os imóveis financiados quase dobraram de 2007 para 2008 (passaram de 8.497 para 15.332), assim como o volume de crédito passou de R$ 309,2 milhões para R$ 504,1 milhões, considerando os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e poupança. Em 2009, até a primeira quinzena de outubro foram usados R$ 894 milhões para o financiamento de 18.046 residências.

Na opinião do arquiteto e urbanista e diretor do curso de Gestão Urbana da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Fábio Duarte de Araújo Silva, a verticalização de Curitiba, um fenômeno urbano esperado, vai bem porque a cidade tem um plano diretor que indica onde isso pode ocorrer. No entanto, a criação de grandes condomínios cercados corre o risco de formar “guetos murados” no entorno. “Cria-se uma área de impermeabilidade (social), seus residentes ficam isolados da cidade, o que é péssimo para a segurança, entre outros aspectos.”

http://www.gazetadopovo.com.br/perfilimobiliario/mercado/conteudo.phtml?tl=1&id=947872&tit=Mais-vertical-e-acessivel

Mais crédito
Menos burocracias e prazos maiores tornam crédito imobiliário mais acessível


29/11/2009
O curitibano quer comprarNos últimos anos, o crédito imobiliário deu um salto no país, ficou mais acessível, com menos burocracia e prazos maiores. Isso ocorreu por conta das leis do Governo Federal de incentivo ao empréstimo, que obrigaram os bancos a movimentar seu saldo de poupanças nessa direção, e às leis de segurança a quem empresta – como a alienação fiduciária. Com ela, o imóvel só é de fato do comprador quando ele quita seu empréstimo. Em caso de inadimplência, a tomada do imóvel é mais rápida. O resultado disso em Curitiba foi um pulo de uma média de duas mil unidades verticais financiadas anualmente de 2000 a 2006 para sete mil nos anos seguintes. Não era o mercado da cidade que era pequeno. Era o dinheiro que era curto.


Foi um financiamento que tornou a compra da casa própria da estudante Aline Aby Azar Ribeiro possível. Há dez anos em Curitiba, a jovem – vinda do interior de São Paulo – assinou o contrato em agosto deste ano. “Optei pelas melhores taxas e prazo de pagamento.
O financiamento foi a solução para deixar de pagar o aluguel, que era um sonho antigo.”

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Preço do metro quadrado
Imóveis de todas as configurações se valorizam e atingem o patamar de cidades de porte semelhante, como Porto Alegre

29/11/2009
A recente enxurrada de lançamentos trouxe mais do que opções para quem quer comprar. Houve também valorização de imóveis de todos os tipos em Curitiba. Se antigamente dizia-se que o preço do metro quadrado aqui era desvalorizado quando comparado a outras capitais, hoje isso não é verdade.

De 2003 a 2009, os apartamentos de um dormitório valorizaram 143% – o preço do metro quadrado disparou de R$ 1.038 para R$ 2.520. Foi o perfil de imóvel que mais teve alta. Até mesmo os perfis com menor valorização tiveram bom desempenho. O preço dos apartamentos de quatro quartos, por exemplo, subiu 63% (de R$ 1.416 a R$ 2.314 ) e as residências, 54% (de R$ 1.467 a R$ 2.256). Para João Teodoro da Silva, presidente do Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), esses valores colocam Curitiba no patamar de outras cidades de porte semelhante. “São os custos cobrados em todo o país. Essa era uma valorização que o setor precisava para corrigir a defasagem.”

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Velocidade de vendas
Venda dos empreendimentos na planta voltou a ser representativa. Pagamento facilitado durante o período de construção é um dos motivos

29/11/2009
Quem não se lembra do caso Encol? Curitiba foi uma das cidades mais afetadas com a quebra da construtora, no fim dos anos 1990, que deixou mais de 700 obras inacabadas no país.

A cidade se recuperou do trauma e a venda dos empreendimentos na planta voltou a ser representativa, com casos de unidades esgotadas nesta fase.


Entre os fatores que propiciam esse tipo de compra, especialistas apontam o preço mais baixo (uma unidade na planta pode sair até 40% menos do que quando concluída), a flexibilidade (em muitos casos o comprador pode definir o acabamento e a configuração dos ambientes) e a facilidade de pagamento (parcelar a entrada até a conclusão do prédio).

Essa combinação de fatores foi decisiva para a administradora de empresas Maria Augusta Meyer Gomes e seu marido, o médico Claudio Gomes, comprarem um apartamento durante essa fase. “Pesquisei uma empresa sólida e acompanhei todos os passos da obra. Isso me deu segurança”, diz Maria Augusta. No fim de outubro, seu apartamento, no edifício Belvedere, no Ecoville, foi entregue.

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Retorno dos comerciais
Depois de dois anos sem lançamentos no segmento, salas e conjuntos voltam a ser ofertados na capital

29/11/2009
Após alguns anos de estagnação, as construtoras e incorporadoras voltaram a apostar no segmento comercial de edifícios. De 2003 a 2005, os lançamentos diminuíram de 633, para 190 e depois 130, respectivamente. Em 2006 e 2007 foi pior: não houve lançamento algum no perfil. Somente no ano passado, o segmento voltou a produzir.


Em alvarás liberados para novas construções do gênero houve um salto de 1.433 para 1.810 unidades, de 2007 para 2008, um crescimento de 21%. Em 2009 espera-se uma produção próxima de 2007.

A análise das obras concluídas mostra ainda que, entre 2007 e 2008, o mercado atingiu uma média anual de 800 salas comerciais. “Essa é uma quantidade ideal de lançamentos. Acredito que deve suprir a demanda de empresários querendo uma sala comercial, mas que não estava sendo atendida”, define Luís Alberto Daneve, diretor da LS Assessoria Imobiliária, que atua na locação e venda de imóveis comerciais.

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Um, dois ou três quartos?
Oferta de apartamentos de dois dormitórios aumenta e vira tendência de mercado

29/11/2009 00:23
“O mercado imobiliário sempre teve uma ideia errada de que os imóveis de dois dormitórios, principalmente apartamentos, não eram tão procurados. Que se buscava os de um ou três quartos, prioritariamente. Ficamos muito tempo sem ter esse tipo de imóvel em estoque, mesmo com os compradores procurando”, diz Fernando Teixeira, corretor autônomo que atua na região central de Curitiba.


Não foi só o corretor que percebeu esse filão a ser explorado. Nos últimos seis anos, as construtoras também direcionaram seus investimentos para o novo caminho. O resultado: de 7% do total de apartamentos de dois quartos construídos em 2003, a participação passou para 31,2% em 2008. Os números vão além: até setembro deste ano, 45% – quase metade – de todos os apartamentos lançados são desse tipo.

Esse sucesso se deve muito ao apelo econômico desses imóveis e às novas configurações de família, que ficaram também menos numerosas.

Investimento no Centro
Falta de imóveis e grandes construções recolocam o Centro na rota das grandes construções

29/11/2009 00:24
Apesar de ter espaço relativamente restrito, o centro de Curitiba não foi esquecido por construtores e incorporadores nos últimos dois anos. Em 2007, foram lançados 348 apartamentos na região. No ano passado, o número foi de 342.



Até o fechamento deste ano, a expectativa é de mais crescimento. Espera-se uma alta na liberação de alvarás para novas construções, talvez ultrapassando o maior patamar, ocorrido em 2006, com 839 unidades lançadas, que representaram 8,2% do total da cidade.

A recolocação do Centro na rota das grandes construções tem uma explicação: falta de imóveis e grande procura. Quem investiu lucrou. Os imóveis de perfil supereconômico (que custam até R$ 120 mil), construídos recentemente, se esgotaram com alta velocidade. “Esse sempre será um local de grande potencial e atração, com todos os serviços à disposição do morador. Lançamos alguns empreendimentos nessa região e todos foram sucessos de vendas”, diz Nilton Antonietto, diretor da Thá Incorporação.





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Sozinhas ou em parceria com empresas locais, elas foram responsáveis por boa parte da área construída nos últimos três anos

29/11/2009
De acordo com o Perfil Imobiliário de Curitiba, mais uma ideia que se mostra um mito é a do tradicionalismo curitibano, sobretudo no que diz respeito às marcas de fora da cidade. A base para a afirmação é simples: o bom estabelecimento de várias construtoras e incorporadoras de outras cidades e até mesmo estados que tiveram sucesso em seus lançamentos imobiliários na capital paranaense.


Sozinhas ou em parceria com empresas locais, as de fora foram responsáveis por boa parte da área construída nos últimos três anos. Algumas delas tiveram tanto êxito, que não se limitaram a apenas um empreendimento na capital. É o caso da mineira MRV, da paulista Gafisa e também da londrinense Plaenge. Em parceria, a paulista Rossi – unida em joint-venture com a Thá – e a gaúcha Goldztein e a paulista Cyrella – unidas com a Dória – também se destacaram.

Pela pesquisa, mais importante do que a origem da empresa que irá construir seu imóvel, o consumidor leva em conta a seriedade e a credibilidade da proposta.

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Capão Raso, Portão e Novo Mundo foram responsáveis pela maior expansão imobiliária dos últimos anos

29/11/2009
Se alguém ainda imagina que a Região Sul da cidade não vende está completamente enganado. Bairros como Portão, Capão Raso e Novo Mundo foram alguns dos responsáveis pela maior expansão imobiliária nos últimos anos, principalmente de prédios. No ano passado, a região chegou a representar 19,5% dos alvarás liberados para construção de apartamentos em Curitiba.



O principal responsável pelo crescimento foi o tradicional bairro Portão, onde existem diversos empreendimentos lançados e à venda. Capão Raso e Novo Mundo têm seguido a mesma tendência de crescimento. Também vale ressaltar que nos anos seguintes o número de obras concluídas deve ter um grande salto, devido às liberações solicitadas em 2008.

O empresário Ivan Pergoraro é um dos que apostam nessa região da cidade. Em dezembro, deverá mudar-se para uma das unidades do condomínio Vila Pontoni, no Novo Mundo. “A região foi um fator primordial na minha escolha. Acredito que o sul de Curitiba deverá se desenvolver ainda mais em pouco tempo, com todas as novas construções e a infraestrutura aplicadas ali”,
diz.

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