quarta-feira, 31 de março de 2010

O mercado imobiliário em Curitiba



Em constante crescimento, Curitiba deve manter valorização média de 14% nos imóveis nos próximos anos, seguindo segmentação entre os bairros
O cenário para o mercado de imóveis em Curitiba é promissor. Os imóveis devem manter uma valorização média de 14% este ano e nos próximos; além disso, tanto para os econômicos como para os de alto padrão, o incremento no valor do metro quadrado é certo.
Cada região da cidade deve seguir um ritmo diferente de crescimento. Destaque para os bairros da região sul, como Portão, CIC, Sítio Cercado e Pinheirinho. E, no outro extremo, para os da região norte, como Santa Cândida e Barreirinha. Nestes, a concentração de imóveis econômicos é maior.


Mas o segmento de alto padrão também vem mostrando que a tendência é se desenvolver a passos largos. Destaque para as regiões do Ecoville e Cabral (incluindo nesta os bairros Alto da Glória e Juvevê).

O Ecoville é peculiar. Vem passando por intenso processo de valorização nos últimos anos. Para se ter uma ideia, o metro quadrado por lá passou do preço médio de R$ 1,4 mil em 2003 a R$ 2,3 mil no ano passado – uma valorização de 65% em seis anos, segundo dados da Ademi-PR.
A região do Cabral também é uma das mais promissoras da cidade para o setor. A valorização média dos imóveis nos últimos anos foi da ordem de 85%. De acordo com o engenheiro Hugo Peretti Neto, diretor geral da construtora Hugo Peretti, nessa área a velocidade de venda é uma das mais interessantes da cidade. “São bairros tradicionais e altamente atraentes aos compradores”, afirma. Os imóveis da construtora valorizaram acima da média da região – um incremento de 103% no valor dos apartamentos. Entre os motivos está a localização dos terrenos que a construtora mantém em seu landbank (ou banco de terrenos), estrategicamente posicionados.

O encarecimento dos terrenos nos últimos anos, aliás, é fator decisivo para a valorização dos imóveis. Eles ficaram cada vez mais escassos nos bairros mais nobres e, por isso, se tornaram caros nos últimos anos, acima de um patamar real de mercado. Os valores, porém, vêm se acomodando de 2008 para cá. “Mas isso não impede que algumas áreas ainda apresentem taxas consideráveis (de valorização), principalmente as que tiverem novidades mercadológicas, ou seja, lançamentos imobiliários”, ressalva Hugo Peretti.